Em 2025, o Museu Oscar Niemeyer registrou o maior público desde a sua inauguração: 720 mil pessoas. O número é superior ao total de 2024, que havia sido de 712 mil visitantes. Nos últimos anos, o MON vem numa curva ascendente, superando seus recordes anteriores. Em média, 75% dos ingressos são distribuídos gratuitamente.

Ao longo do ano, o Museu realizou 17 exposições, entregou obras de infraestrutura e conquistou um importante prêmio nacional, além de aumentar a sua visibilidade dentro e fora do país.

Entre as mostras internacionais realizadas estiveram “Re-Selvagem”, da artista francesa Eva Jospin; “Veemente”, do artista mexicano Gabriel de la Mora, a itinerância de Design “PURE GOLD – UPCYCLED! UPGRADED!” e “Sonhos de Cinema: Arte para a Sétima Arte”, uma coletânea de cartazes cubanos de cinema.

Um dos destaques entre as exposições foi a nova edição do “MON sem Paredes”, com grandiosas obras entregues à população, na área externa do Museu. Entre elas: a escultura "Aurum", da artista Rizza Bomfim; as Bancas Galerias, das artistas Mavi Morais, Maria Lynch, Atransälien e Yohana Oizumi; e o "Robô Interativo" dos arquitetos Dilva e Orlando Busarello, que resgata a memória afetiva de uma Curitiba de décadas atrás, quando a obra teve longa permanência no Centro da cidade, na Praça Osório.

“Em consonância com o movimento da cidade de oferecer mais atrativos na região central, transformamos o entorno do Museu num amplo espaço cultural. Dessa forma, alcançamos cada vez mais pessoas, sejam moradores ou visitantes, fazendo com que a região respire arte”, diz a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

“Entendemos que a arte no espaço público proporciona uma variedade de atividades interativas que nem sempre uma exposição museológica possibilita”, comenta. “Ao criar uma área urbana voltada à cultura, o ‘MON sem Paredes’ permite muitas outras formas de expressão da criatividade artística”, afirma.

Segundo Juliana, “quando trazemos obras de arte até a população, além de sensibilizarmos o grande público, que talvez não tenha o hábito de entrar no museu, oferecemos um ambiente de pausa, de desaceleração, de reconexão interior. Entendemos que cada vez mais a arte, e estamos falando aqui em especial dos museus, ajuda na saúde”.

Ela menciona que profissionais de saúde já prescrevem visitas a museus e que pesquisas mostram que visitar museus reduz estresse, estimula emoções positivas, promove bem-estar mental e fortalece a identidade e o sentido de pertencimento.

“Museus permitem conexões com cultura, memória e narrativas coletivas, que são elementos fundamentais para o bem-estar psicológico, além de ampliarem vínculos sociais. Visitas guiadas, oficinas e programas comunitários ajudam no combate ao isolamento social. Também estimulam criatividade e expressão”, diz.

O MON sem Paredes, ao criar uma área urbana voltada à cultura, permite levar tudo isso a uma parcela muito maior de pessoas do que os visitantes habituais do Museu, alcançando públicos diversos.

Outras importantes exposições realizadas em 2025 pelo MON foram: “Através”, de Mariana Palma; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses – 130 anos das relações Brasil – Japão”; “O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes”; “África, Expressões Artísticas de um Continente – Intersecções contemporâneas – Ano da França no Brasil”; “Miguel Bakun: O Olhar de uma Coleção”, “Teia à Toa”, do artista Barrão; “A cor e o lirismo de Alberto Massuda – 100 anos” e “Eterno Feminino”, da artista Teca Sandrini.

O MON também realizou as itinerâncias: “África, Expressões Artísticas de um Continente”, em Assaí; “Vida em Preto e Branco: Desenhos de Poty”, em Morretes; “Poty, o Narrador”, em São Paulo, e “Poty retrata o Paraná”, na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

Reconhecimento

O Museu recebeu em 2025 os Prêmios de Melhor Curadoria e Melhor Exposição do Ano, pela Associação Brasileira de Críticos de Arte. O MON venceu nas duas categorias com a mostra “Trilhos e Traços – Poty 100 anos”, com curadoria de Maria José Justino e Fabricio Vaz Nunes. O Prêmio ABCA é um dos mais importantes no cenário nacional das artes.

“Esta premiação foi o reconhecimento de um longo caminho que teve início anos atrás”, comenta a diretora-presidente do MON. “Há aproximadamente nove anos começamos a conversar com o saudoso Sr. João Lazzarotto, único irmão do artista curitibano Poty Lazzarotto, sobre a generosa doação do incrível legado de mais de 4 mil obras ao acervo do MON e, consequentemente, a todos os seus visitantes”.

Juliana explica que a doação foi um esforço conjunto que envolveu o MON, a Secretaria de Estado da Cultura e o Governo do Paraná. “Mais do que comemorar o centenário desse artista curitibano, que é um dos principais nomes das artes do estado e do país, a exposição se tornou um local de referência a Poty Lazzarotto”.

Outro importante reconhecimento aconteceu em novembro, quando o Museu Oscar Niemeyer foi o único representante da América do Sul na conferência internacional Hands On 2025, que aconteceu no Eureka! The National Children’s Museum, em Liverpool, na Inglaterra.

O programa MON Primeiros Passos, direcionado a bebês de 1 a 3 anos, foi selecionado entre inscritos de vários países. “Foi o reconhecimento do trabalho de toda uma equipe que faz do Museu Oscar Niemeyer um espaço vivo, cada vez mais inclusivo e democrático”, afirma a diretora-presidente, Juliana Vosnika. “O MON tem como uma de suas metas alcançar todos os públicos, oferecendo sempre as melhores experiências aos visitantes”, diz.

Durante o ano de 2025, o programa MON Primeiros Passos atendeu cerca de 230 bebês e seus acompanhantes em ações como dinâmicas, oficinas e atividades realizadas em exposições em cartaz e espaços do Museu.

Conquistas

Em 2025, foi instituído no Museu Oscar Niemeyer o último domingo do mês com entrada gratuita, mantendo também a gratuidade nas tradicionais quartas-feiras. Outra novidade foi que todas as sextas-feiras passaram a contar com visitas guiadas abertas ao público.

Na área de infraestrutura, o MON entregou iluminação noturna das obras externas. A MON Loja passou por reforma e ampliação, com novo layout e estrutura de atendimento. Essas obras juntam-se a um conjunto de melhorias que haviam sido inauguradas em 2024, como novos guarda-volumes, bilheteria, entrada de visitantes e sistema inteligente de monitoramento.

Publicações
Ao longo do ano, o MON lançou seis novas publicações bilíngues e ilustradas. São elas: o livro “MON em Movimento” e os catálogos das exposições “Afinidades III”, “Othoniel – O Olho da Noite”, “Afeganistão – Tapetes de Paz e Guerra”, “Veemente – Gabriel de La Mora” e “Sonhos de Cinema: Arte para a Sétima Arte”. Todas as publicações estão disponíveis na MON Loja.

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SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

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