24.11.2011

 

 

Debate sobre os salões de arte no Paraná encerra seminário promovido pela SEEC

 

“O meu otimismo se justifica porque o Paraná sempre executou as agendas a que se propôs”. Com essa frase, o crítico de arte Paulo Herkenhoff finalizou a quarta e última etapa do seminário “Museus de arte no Paraná: a construção futuro”, na manhã de terça-feira, 22 de novembro, no Pequeno Auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. O evento, iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), por meio da Coordenação do Sistema Estadual de Museus, fecha o ciclo oficial de debates com a comunidade antes da elaboração da política estadual de Museus.

Neste quarto encontro o foco foram os Salões de Arte no Paraná. Orlando Franco Maneschy, artista, professor e curador de eventos no Pará, fez um depoimento sobre a sua experiência na região Norte do país e chamou a atenção do público para a importância dos salões. “A função dos salões de arte é abrir espaço para os artistas emergentes”, disse Maneschy. Ele ainda comentou que os salões também devem ser o espaço para a reflexão e o pensamento. “Afinal, as reflexões sobre a arte passam pela universidade e nada mais natural do que os salões, então, atraírem essa massa crítica”, completou.

Herkenhoff recuperou a já longa trajetória dos salões paranaenses e disse que o Paraná, diferentemente do que muita gente diz, “não é conservador, mas demonstra uma vontade experimental e escolhe com critério as coisas que precisam de reflexão”. O crítico elogiou a atitude do Governo do Paraná em abrir esse espaço para o diálogo com a comunidade antes de elaborar a política estadual de museus. Artistas, professores universitários, dirigentes de instituições públicas e a comunidade participaram do encontro por meio de comentários, sugestões e críticas que foram anotadas e mediadas por Herkenhoff.

Em relação ao futuro do Salão Paranaense, o crítico sintetizou o que foi comentado no encontro: “A missão (do Salão Paranaense) pode ser propiciar espaço de circulação da arte contemporânea e de sua inscrição na esfera pública para a movimentação da vida simbólica e da cidadania cultural”. Entre os objetivos que o Salão pode vir a ter, figuram, de acordo com o que foi discutido, a criação de circuitos para a interiorização e divulgação da arte produzida no Paraná, parcerias com instituições públicas e privadas, formação de acervo, entre outros temas.

“Esse debate foi importante para que possamos implementar também uma política de artes visuais para todo o Estado”, disse o secretário de Cultura, Paulino Viapiana, referindo-se aos salões promovidos no Paraná como os históricos Salão Paranaense e Salão de Cerâmica – além das mostras regionais que acontecem em diversos municípios do Estado, que deverão ser transformados num grande programa de artes a partir de 2012.

Outras edições – Iniciado em junho, o seminário teve como objetivo geral promover a reflexão a respeito de questões contemporâneas, como por exemplo a função dos acervos, as práticas curatoriais e expositivas, a infraestrutura e a articulação museológica, o espaço do livro impresso em meio ao mundo digital, a pesquisa de arte, formas de integração entre instituições, e outros assuntos.

No primeiro encontro, foram apresentados ao público dados com a finalidade de beneficiar a comunidade paranaense, seja para a divulgação da produção dos artistas, bem como para a integração entre arte e educação para afirmar, ainda mais, a função dos museus na construção da cidadania. A aproximação dos artistas com os museus foi um dos assuntos que envolveram os convidados durante a segunda etapa do seminário. O terceiro, que ocorreu em Londrina no mês de setembro, teve discussões sobre descentralização das ações museológicas e o papel dos museus na educação.

“A partir de agora, esse amplo repertório, com valiosas contribuições, vai servir como base para a elaboração da política estadual de Museus”, comentou a coordenadora do Sistema Estadual de Museus, Christine Vianna Baptista.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

voltar notícias