
"Caminhantes", obra de Antonio Maia, de 1968, que ganhou o prêmio do 25º Salão Paranaense
A trajetória do Salão Paranaense, um dos principais eventos de artes plásticas do País, é o tema da exposição que abre na próxima terça-feira, 20 de dezembro, às 18h30, no Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra “Desejo de Salão”, promovida pelo Museu de Arte Contemporânea, da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), faz uma retrospectiva do salão que é realizado no Paraná desde 1944. A curadoria é da professora e crítica de arte Maria José Justino.
A ideia de realizar uma mostra sobre a trajetória do Salão surgiu a partir dos debates que ocorreram ao longo do ano no “Seminário Museus de Arte do Paraná – a construção do futuro”, coordenado pelo crítico e curador Paulo Herkenhoff. A última etapa foi dedicada aos salões de arte do Estado, em especial o Salão Paranaense, e as discussões giraram em torno da significação histórica e social do evento e o desejo de mudanças e continuidade.
“Desde a criação do Salão Paranaense, a produção cultural no Paraná e o ambiente institucional sofreram transformações que situam nosso Estado num lugar próprio no sistema da arte no Brasil. E refletir sobre essas mudanças é fundamental para a elaboração de uma política de artes visuais para todo o Estado”, destaca o secretário de Cultura, Paulino Viapiana.
Temporalidade - A curadora chama atenção para a multiplicidade de linguagens da mostra. “O convite ao espectador-viajante é para se perder no turbilhão das linguagens aqui presentes, buscando ver a arte nela mesma, na sua linguagem, capturando os sentidos pela forma”, diz.
Na exposição o público vai se deparar com obras de Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, Guido Viaro, Miguel Bakun, Rubens Gerchman, Antonio Maia, Fernando Velloso, Ione Saldanha, Marcos Benjamin, Yolanda Mohalyi, Raul Cruz, Patricia Osses, Roberto Leal, Eliane Prolik, Rones Dumke, Ruben Esmanhotto, Luiz Henrique Schwanke, entre outros.
“Na organização, optamos por cruzar diacronia e sincronia, dois aspectos da temporalidade: a arte na sua evolução no tempo (diacronia: 1944 a 2009) e ela tomada independentemente dessa evolução (sincronia). A arte como articulação e diálogo com outras obras. Esse foi o modo de escapar da rigidez de uma cronologia”, explica Maria José Justino.
Obra sem título de Marcos Benjamim, de 1982, que integrou o 39º Salão Paranaense

"Textura - luz - vácuo", obra de Yolanda Mohalyi, de 1971, que integrou o 28º Salão Paranaense