07.10.2011

 

 

Alunos fazem arte no MON

 

 

Projeto “Escola Aberta a Pais” leva 470 estudantes acompanhados de pais e professores para visita de exposição seguida de atividade no atelier do museu

 

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Atividade no atelier do MON. (Foto: Renan Machado)

 

 

De 4 a 7 de outubro, o Museu Oscar Niemeyer (MON) recebeu o projeto “Escola Aberta a Pais” do Colégio Marista Santa Maria, que viabilizou aproximação entre os alunos e a arte. Acompanhados pelos pais, professores e equipe da Ação Educativa do MON, as crianças visitaram a exposição “De Valentim a Valentim”, que conta a história da escultura brasileira do século 18 ao 20. Em seguida, aconteceu uma atividade na qual, modelando argila, as crianças com ajuda dos pais colocaram em prática o que foi visto na mostra de esculturas. A dinâmica aconteceu no atelier da Ação Educativa.

Na entrada do museu, o entusiasmo era evidente. Para Larissa Canuto, uma das mães presentes, é interessante que aconteçam atividades como essa, não só por sair da rotina do colégio, mas também porque contribui para a formação das crianças e incentiva a cultura. “Todo contato com a arte é válido”, diz a mãe da aluna Carolina, enquanto a sua pequena entoa o coro de vozes agudas da criançada.

Uma vez no Olho, onde está exposta “De Valentim a Valentim”, o cenário era um pouco diferente. A gritaria diminuiu e a atenção aumentou.  Segundo Sabrina Alberto, mãe de Sofia e Cecília, “a aproximação entre os alunos e a arte desde cedo é fundamental, porque eles (os alunos) serão os futuros apreciadores dessa cultura”. Sabrina, enquanto Sofia rola pelo carpete, afirma que projetos de arte e educação, como esse, deveriam acontecer com maior frequência, devido à importância da disseminação artística.

Após a visita, todos se acomodam nas mesas do atelier e as instruções são passadas. É hora de colocar, literalmente, a mão na massa. À medida que a argila é modelada, a interação aumenta, os pais se tornam novamente crianças e se empolgam em fazer arte ao lado de seus pequenos artistas. Segundo Liane Ramos, mãe da aluna Julia, “o diferencial do projeto é a mediação. As crianças até vem ao museu, mas essa dinâmica que acontece agora deixa tudo mais interessante para elas”. Enquanto isso, Julia não tira os olhos da obra de argila que faz, onde eterniza o personagem Rabicó do “Sítio do Picapau Amarelo”, clássico de Monteiro Lobato que foi trabalhado pelos professores em sala de aula.

Criatividade e senso crítico – Nos quatro dias de evento, o “Escola Aberta a Pais” trouxe ao museu mais de 470 alunos do Marista Santa Maria, em uma faixa etária de 3 a 6 anos. De acordo com Alessandra Fabiula Tomazi Elizio, arte educadora da Educação Infantil do Marista Santa Maria e coordenadora do projeto, a iniciativa promove a valorização do processo artístico do qual as crianças participaram. “A visita ajuda no desenvolvimento da criatividade e do senso crítico da criança”, diz. Além do mérito da dinâmica, Alessandra destaca a importância da exposição “De Valentim a Valentim” para os alunos, pois “o tridimensional vem sendo muito abordado em sala de aula e, sendo assim, a escultura é um ótimo exemplo artístico para a ilustração desse aprendizado”.

Já a coordenadora da Ação Educativa do MON, Rosemeri Bittencourt Franceschi, diz que a parceria entre museu e escola “é importante para a ampliação dos horizontes do aprendizado, uma vez que tudo aquilo que os alunos viram no museu será trabalhado posteriormente na escola, dentro das mais diversas áreas do saber”.

 

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Trabalho com argila desperta a criatividade das crianças. (Foto: Renan Machado)

 

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Pais, alunos e professores no atelier do museu. (Foto: Renan Machado)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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