30/04/09


Brzezinski realiza oficina gratuita no projeto Artistas do Acervo


O artista plástico paranaense João Osório Brzezinski realiza neste domingo (03), das 14h às 17h30, a oficina Sensibilização Visual. A atividade faz parte do novo projeto do Museu Oscar Niemeyer, que promove oficinas por artistas representativos na arte e que possuem obras no acervo.

Desenvolvido pela Coordenação de Ação Educativa da instituição, o projeto Artistas do Acervo prevê que em todos os primeiros domingos de cada mês, quando a entrada é gratuita para o público em geral, um artista será destacado para realizar uma atividade relacionada ao próprio trabalho e as exposições em cartaz. A proposta se completa com a exibição de uma ou mais obras do artista, que integrem o acervo do Museu. Ida Hanemann, de 86 anos, foi a primeira artista a participar do projeto Artistas do Acervo, no primeiro domingo de abril.   

A oficina de Brzezinski é relacionada à mostra do próprio Acervo do Museu Oscar Niemeyer, em exibição no Olho. “Vou tentar trabalhar a forma espontânea, com o objetivo de que cada participante chegue a algum resultado. Vamos utilizar tinta acrílica, pincel e lápis, com exercícios de desenho em papel”, explica. As três obras de Brzezinski que ficarão expostas durante o mês de maio, no espaço da Ação Educativa, integram uma série intitulada Ópio do Povo. Os trabalhos tem como temática o futebol.
           
Oficinas de origami, com Sueli Yamamoto, e argila, com Bernadete Amorim, também integram as atividades deste domingo gratuito. Luiz Pedro Krul, com sua flauta transversal, será a atração musical, nos diferentes espaços do Museu.

 

Brzezinski crítico

Brzezinski nasceu em Castro (PR), em 1941. Nas décadas de 1960 e 1970, ele foi um dos pioneiros a utilizar figuras ou ícones populares como tema ou componente de pinturas, chamados de elementos verbo-visuais – POP e Kitsch. Também empregou elementos inusitados à época, como colagens de estopa, tecidos estampados, chitas e panos de colchão.

Ao trabalhar com sucatas e tinta a óleo em suas colagens, surgiu a crítica quanto à valorização da estética na arte. O artista se utilizou de canecas, baldes e outros objetos do cotidiano doméstico, para tecer, com humor, suas críticas à condição econômica do Terceiro Mundo. Brzezinski também incursionou pelas artes gráficas, na criação de cartazes e capas de livros. Desde 1964, passou a utilizar somente a tinta acrílica em suas obras.

 

 


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