15/03/05
Aniversário de Curitiba com Poty
Em
comemoração ao aniversário de
Curitiba, no próximo dia 29, quando a capital
do Paraná completa 312 anos, o Museu lança,
às 16h, o livro A História Mágica
dos Desenhos de Poty, de Sônia Gutierrez. O
livro foi co-produzido pelo Museu, com o apoio do
Governo do Paraná, em parceria com a Fundação
Poty Lazzarotto. O lançamento dele integra
a Programação de Aniversário
da Cidade e marca o início de uma interação
de atividades entre Estado e município.
A edição do livro pelo Museu também
comemora o aniversário de nascimento do artista
paranaense Poty Lazzarotto (1924-98), que completaria
81 anos, na data de aniversário de Curitiba.
Dirigido ao público infantil, parte da edição
de propriedade do Museu terá como principal
objetivo a doação às escolas
públicas. A publicação, ilustrada
com desenhos feitos pelo artista desde que era criança,
também estará à venda na Loja
do MON.
Na ocasião, serão doadas cerca de mil
unidades à Secretaria de Estado de Educação
e em torno de 500 unidades à Secretaria Municipal
de Educação. Complementando o evento,
o Museu irá expor, no espaço do departamento
de Ação Educativa, 15 desenhos originais
de Poty que inspiraram a confecção do
livro. Em paralelo, os responsáveis pelo departamento
irão desenvolver junto ao público interessado,
em especial grupos de estudantes agendados, oficinas
e contação de histórias relativas
ao artista paranaense e sua obra.
A diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Maristela
Requião, o secretário de Estado da Educação,
Maurício Requião, a secretária
municipal de Educação, Eleonora Fruet,
o presidente da Fundação Cultural de
Curitiba (FCC), Paulino Viapiana, e o presidente da
Fundação Poty Lazzarotto, João
Lazzarotto, irmão do artista, estarão
presentes ao lançamento.
O livro
O
livro conta a história do menino Napoleon Potyguara
Lazzarotto, que construiu e recriou em traços
o universo que lia, via e ouvia. Por meio dele, o
leitor poderá observar os traços ingênuos
de Poty, aos 7 anos, a ensaiar desenhos de sol, aviões,
animais e trens. Elementos que povoaram as histórias
infantis do artista. Ilustradas também por
heróis imaginários, em recriações
dos livros e gibis que o artista apreciava ler.
Era para Poty a década de 20, época
do cinema mudo, em que, mais do que saber ler, era
preciso imaginar. Época em que tudo era novo,
em que tudo estava por ser criado. Assim, narrando
suas histórias em desenhos, o menino Poty passou
pelos 12, 15, 20 anos e, como ele, seus traços
foram adquirindo maturidade e complexidade.
Aos 22 anos, entre 1946 e 1947, Poty teve o talento
reconhecido ao receber uma bolsa para se aperfeiçoar
em Paris. Desde então, realizou dezenas de
exposições, cursos e, em 1950, organizou
o primeiro curso de gravura no Museu de Arte de São
Paulo (Masp).
Seus desenhos, grande parte em murais, ganharam os
espaços públicos de algumas grandes
cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e,
em especial, Curitiba, além de outras do Paraná.
Nesse juntar de pequenos pedaços de cerâmica,
Poty coloriu e recriou pedaços da história
cotidiana desses lugares.
Reconhecido como artista, Poty tornou-se, em sua época,
um dos ilustradores mais solicitados pelos editores
do País. Seus trabalhos ganharam as capas e
páginas de livros. Obras de importantes autores
brasileiros, como Graciliano Ramos, Jorge Amado, Dalton
Trevisan, Gilberto Freire, Raquel de Queiróz
e Machado de Assis, foram enriquecidas com ilustrações
do curitibano. O conjunto das ilustrações
para o livro Sagarana, de Guimarães Rosa, rendeu
a Poty o primeiro prêmio no setor livros da
X Bienal de São Paulo.