26/02/07

Público do Museu Oscar Niemeyer cresceu mais de 48% em 2006

O número de visitantes saltou de aproximadamente 130
mil, em 2005, para cerca de 200 mil no ano passado

 

Em 2006, cerca de 200 mil pessoas visitaram o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR), o que representa um crescimento de 48,8 % em relação ao mesmo período de 2005, que somou aproximadamente 130 mil. A maior parte dos visitantes é atraída pela qualidade das mostras apresentadas e pela arrojada arquitetura do mestre modernista brasileiro, Oscar Niemeyer, que deverá completar 100 anos em dezembro.

Em apenas três anos e meio, funcionando como Museu Oscar Niemeyer, a instituição confirma sua posição de importante pólo cultural e é incluída e destacada entre os principais espaços expositivos do País. Mais de 40 mil estudantes, pagantes de meia entrada, e cerca de 84 mil pessoas, com ingressos cortesia, visitaram o Museu no ano passado, de acordo com dados revelados pelo Balanço de Público 2006.

O público formado pelos estudantes foi o que mais cresceu percentualmente, 83,4%. O número praticamente dobrou de um ano para o outro; já que, em 2005 os estudantes chegaram a aproximadamente 22 mil. A soma de ingressos de estudantes e cortesias, cerca de 120 mil, ultrapassa o número de pessoas que realizaram a visita, no ano passado, pagando inteira –aproximadamente 63 mil.

“Nosso objetivo é a promoção da cultura. Se o número de estudantes e de pessoas que realizaram a visita, na cota de cortesia, foram os que mais cresceram, não foi por acaso. Mantemos um programa de franquias bem amplo”, afirma a presidente do Museu Oscar Niemeyer, Maristela Requião.

A entrada é franqueada para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e para grupos de estudantes das escolas públicas, do ensino médio e fundamental, agendados. Para atender a trabalhadores e famílias de baixa renda, no primeiro domingo de cada mês o Museu mantém a entrada franqueada para todos os visitantes.

Veja Crescimento dos Números
Ano
Exposições - Procedência
Média Mensal Público
*Público
Total
%
2003
14
03 Intern.
11 Nac.
7,3 mil
*Relativo aos quatro primeiros meses, setembro a dezembro, de balanço de público.
29.491
(setembro a dezembro)
-
2004
17
05 Intern.
12 Nac.
10,3 mil
124.185
-
2005
22
05 Intern.
16 Nac.
01 Produção Externa
10,5 mil
126.487
+1,8
2006
32
08 Intern.
20 Nac.
04 Produções Externas
15,0 mil
188.241
+48,84
* Neste balanço, obtido a partir da movimentação da Bilheteria, não está incluído um público estimado em mais de 10 mil pessoas ao ano que visitam o Museu em aberturas, palestras e outros eventos culturais.

Programação X Patrocinadores


O Museu foi cenário de expressivas mostras ao longo do ano como “Seis Séculos da Arte da Gravura”, “Um Século de Arte Brasileira –Coleção Chateaubriand”, “Viaro –Um Visionário da Arte”, “Guignard”, “Cícero Dias –Oito Décadas de Pintura”, “Lichtenstein”, “Daniel Senise”, “Picasso”, “Eternos Tesouros do Japão” e tantas outras. No total, foram realizadas 31 exposições, sendo três externas, 19 nacionais, oito internacionais e quatro externas apresentando obras do Acervo em Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina e Maringá.

Essa programação de boa qualidade fez saltar o número de visitantes de 126.487, em 2005, para 188.241, no ano passado, alcançando uma média mensal de aproximadamente 15 mil visitantes ao mês. Nesses totais não está incluído um público estimado em mais de 10 mil pessoas ao ano que visitam o Museu em aberturas, palestras e outros eventos culturais relacionados. Somente a exposição “Eternos Tesouros do Japão” atraiu mais de 62 mil visitantes, o que justifica o crescimento recorde de público, 214 %, em setembro e durante os meses de apresentação da mostra, entre 25 de agosto e 19 de novembro.

“Se também tivemos um crescimento muito significativo do público total em 2006, foi graças ao apoio recebido de nossos parceiros e patrocinadores, que acreditaram em nossos projetos. Juntos, conseguimos apresentar exposições de grande importância histórica e artística”, afirma Maristela Requião.

Em 2006, o Museu contou com a parceria de patrocinadores como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, Companhia Siderúrgica Nacional, Eletrobrás, Peróxidos do Brasil, Copel, Sanepar, Renault, Compagas e ClearChannel. Também é de fundamental importância os apoios recebidos do Governo do Paraná e do Ministério da Cultura.

Investimentos

Também foi através da parceria institucional com a Petrobrás que o Museu iniciou a implantação da nova comunicação visual, em fase de conclusão. Para melhorar o fluxo de visitantes foram instaladas 180 placas e totens bilíngües –português e inglês. As placas auxiliam na localização espacial do visitante dentro do Museu e indicam salas expositivas, entradas, saídas, portas de emergência, sanitários e outros acessos. O projeto inclui ainda a instalação de três totens, com terminais digitais para auto-atendimento, que permitirá o acesso ao site da instituição. Um deles adaptado para portadores de necessidades especiais.

 

 



Grandes coleções nacionais e internacionais em 2007

“Ex-Votos – Memória e Devoção”, Coleção Artística Francesa, Coleção Torres Garcia, Coleção Contemporânea Argentina, Jum Nakao, Amélia Toledo, Iberê Camargo, Volpi e, na série “Artistas Paranaenses”, Luiz Carlos de Andrade Lima são algumas das exposições a serem apresentados pelo Museu Oscar Niemeyer na programação 2007. Com outras exposições agendadas, o calendário a ser apresentado este ano já está completo.

A exposição de Jum Nakao, prevista para abril, está entre as mais aguardadas neste primeiro semestre. Famoso como design de moda, Nakao faz surpresa sobre a instalação inédita que prepara para a sua grande exposição, que será apresentada no Olho e se estenderá para a “Torre da Fotografia”. “Ainda é muito cedo para adiantar detalhes, mas posso dizer que na temática abordamos, como vem acontecendo em nossos trabalhos, o momento da criação e a sua relação com o tempo e a arte”, adiantou Nakao.

Do contemporâneo para o histórico, a exposição “Ex-Votos” é outra mostra prevista para este início de ano. Segundo os curadores Ronaldo Correia de Brito e José Luiz da Mota Meneses, as pessoas associam os ex-votos com partes do corpo esculpidas em madeira ou cera, retratando pés, mãos ou cabeças que são deixadas nos altares como pagamento por uma cura alcançada.

Mas lembram que, antigamente, em Pernambuco, mandava-se pintar painéis gigantes, em louvor de vitórias alcançadas nas batalhas, constituindo-se em um patrimônio único no Brasil. “São os ex-votos cênicos, espécie de história em quadrinhos, com detalhes da vida cotidiana, da peste, ou das lutas contra os holandeses no Monte das Tabocas e dos Guararapes.” Será a primeira vez que esse acervo será apresentado fora de Pernambuco.

Outros dois importantes resgates de nossa memória artística estarão na apresentação de um panorama das obras de Alfredo Volpi e na retrospectiva da extensa obra de Iberê Camargo. De ampla abordagem, a mostra de Volpi apresentará as várias fases da pintura do artista, passando pelo figurativismo, pelo abstracionismo e o geométrico. Destaca-se ainda ainda a apresentação dos artistas da Missão Artística Francesa, que trará pinturas de Debret, Taunay e desenhos de Montigny. A exposição irá demonstrar a importância e a influência na arte brasileira.


   
 
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