04.09.09

Museu retoma gratuidade neste primeiro domingo


O Museu Oscar Niemeyer funcionará normalmente na próxima terça-feira (08) e retoma neste primeiro domingo (06) de setembro a entrada gratuita para todos os visitantes. A suspensão da gratuidade no primeiro domingo de agosto (02) foi adotada como medida preventiva para o controle da Gripe A. Como no momento há a indicação de uma situação de controle da transmissão da doença, o Museu irá retomar as atividades de Ação Educativa previstas para os primeiros domingos de cada mês.

Na quinta edição do projeto Artistas do Acervo, o artista convidado para aplicar oficina ao público interessado será o escultor Alfi Vivern. Uma oficina de gravura, sob a orientação de Everli Giller, e a apresentação do músico Fernando Thá também compõem o programa de atividades para este domingo.

Vivern – um argentino curitibano

Alfonso Luis Bianchi Vivern nasceu em Buenos Aires (Argentina), em 1948. Toda base para sua formação artística foi construída no Instituto Torcuato di Tella, sediado na capital portenha. O artista fixou-se em Curitiba (PR) a partir de 1975, três anos depois de ter chegado ao Brasil. Antes, morou em Blumenau (SC), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG).

A transferência para Curitiba foi casual. Vivern inscreveu-se em um curso de Escultura em Bronze, de Francisco Stockinger (Áustria -1919, Porto Alegre-2009), no Centro de Criatividade. A experiência obtida no curso do mestre “Xico Stockinger” foi decisiva. O artista decidiu que iria se dedicar à escultura e a morar em Curitiba. Uma peculiaridade em sua biografia, com a qual brinca: “Sou o único curitibano nascido em Buenos Aires”.

Aqui, desenvolveu uma técnica própria e hoje é apontado como um dos principais escultores do Paraná. Alfi Vivern transferiu para a escultura qualidades e características individuais que são evidentes em sua obra: o preciosismo na escolha de materiais e a delicadeza e minúcia no acabamento. Logo reconhecido como mestre na escultura em metal e rochas, passou a fazer incursões com outros materiais. Ganhou projeção e suas obras são, freqüentemente, exibidas em exposições nacionais e internacionais, como a “V Exposição Internacional da Pequena Escultura”, em Budapeste (Hungria), na qual foi um dos representantes brasileiros, em 1981, e o “VII Simpósio Internacional de Escultura de Assuã” (Egito), em 2002.

Entre suas diversas premiações destacam-se o Grande Prêmio do “EMAAR Simpósio Internacional de Arte”, de Dubai (Emirados Árabes Unidos), em 2007, e “Prêmio Barichara”, da Colômbia, em 1996. Com uma vasta e contínua produção, o artista participará, neste ano ainda, da exposição coletiva no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo (SP), onde já expôs por quatro vezes. Além de manter sua produção como artista plástico, Alfi Vivern também atua como diretor do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, desde 2007.


 
voltar notícias