08.11.2011

 

 

Obra de Márcio Prado recebe película para evitar acidentes com pássaros


 

O artista plástico Márcio Prado acompanhou, na manhã desta terça-feira (8), a instalação de uma película ultravioleta em uma das lâminas de vidro de sua obra Da Materialidade ao Vazio, que está em cartaz desde o dia 18 de maio, na parte externa no Museu Oscar Niemeyer. A ação tem a finalidade de impedir que pássaros se choquem contra a superfície de vidro. “A ideia de colocar essa película surgiu de uma conversa que tive com Martha Argel, phD em Ecologia, e posteriormente o professor Fernando Straube, membro fundador da Sociedade Brasileira de Ornitologia, indicou a película como uma possível solução”, diz Prado.

De acordo com especialistas, a película ultravioleta é transparente para os seres humanos, mas há indícios de que é opaca para as aves. “Esperamos que isso possa ser um caminho de solução para o problema da aplicação de vidros em grandes estruturas”, afirma Prado.

A obra – No dia 18 de maio, Márcio Prado inaugurou a exposição Da Materialidade ao Vazio. Em um primeiro momento, o trabalho era constituído de um cubo de cerâmica colorido de dois metros cúbicos. A partir da sexta semana de exposição, Prado fragmentou a obra em 16 partes, que foram levadas, cada uma delas, para instituições, como o Hospital Pequeno Príncipe, o Hospital Erasto Gaertner, a sede da Secretaria de Estado da Cultura, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná, a sede da Fundação Cultural de Curitiba, a Colônia Penal Agrícola de Piraquara, entre outros espaços.

No dia 17 de outubro, o artista instalou a segunda parte da obra, que consta de um cubo de 50 centímetros cúbicos de cor branca e duas lâminas de vidro, uma espelhada e outra transparente. No último domingo, 6 de novembro, começaram a circular nas redes sociais fotos de dois pássaros que se chocaram contra a lâmina de vidro transparente. Ontem, dia 7, Prado dialogou com especialistas em ornitologia em busca de uma solução, e o caminho sugerido foi a aplicação de uma película ultravioleta.

O trabalho também é constituído de 3 caixas de vidro, com uma unidade em cada uma delas, sendo peças de cerâmica, uma com aplicação de ouro, uma segunda com aplicação de prata e uma terceira com aplicação de bronze – todas expostas no subsolo do museu. Da Materialidade ao Vazio segue em cartaz no MON até 18 de novembro.

 

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Aplicação de película na lâmina de vidro da obra "Da Materialidade ao Vazio", de Márcio Prado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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