Museu Oscar Niemeyer

O Museu Oscar Niemeyer (MON), localizado em Curitiba (PR), abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional, com aproximadamente 7 mil obras nas áreas de artes visuais, arquitetura e design. É considerado o maior museu de arte da América Latina, com um espaço de cerca de 35 mil metros quadrados de área construída e mais de 17 mil metros quadrados de área para exposições.

Inaugurado em 22 de novembro de 2002, o projeto é de autoria do reconhecido arquiteto brasileiro que leva seu nome. O Museu Oscar Niemeyer já realizou ao longo deste período cerca de 350 mostras nacionais, internacionais e itinerantes. Com um total de 12 salas expositivas, a cada ano são realizadas mais de 20 mostras, que juntas recebem um público superior a 360 mil visitantes.

Com uma equipe multidisciplinar, que visa aproximar e aperfeiçoar a experiência dos visitantes com as artes visuais, o MON possui os setores Educativo, Planejamento Cultural, Acervo e Conservação, Documentação e Referência, Gestão Museológica, Comunicação, Design, Jurídico e Eventos, além da área administrativa.

Grandes nomes no acervo

Nomes como Alfredo Andersen, João Turin, Theodoro De Bona, Miguel Bakun, Guido Viaro, Helena Wong, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Ianelli, Caribé, Tomie Ohtake, Andy Warhol, Di Cavalcanti, Francisco Brennand, entre outros, estão no acervo do MON, que possui cerca de 7 mil obras. As peças ficam na Reserva Técnica e no Laboratório de Conservação e Restauro, onde as obras são armazenadas seguindo critérios museológicos internacionais. O MON organiza temporariamente exposições a partir da seleção de alguns artistas que compõem o acervo.

Coleção Asiática

Em janeiro de 2018, o Museu recebeu do diplomata Fausto Godoy a doação de sua coleção asiática, com cerca de 3 mil peças. O acervo constitui um apanhado da cultura de diversos territórios, como os da Ásia Central, sudoeste asiático, subcontinente asiático, leste da Ásia e Mesopotâmia. Esculturas, mobiliário, cerâmica, porcelana, pinturas, objetos em metal, gravuras, caligrafias, têxteis, com peças datadas de 5 mil anos a.C. até este século 21.

Rota das grandes exposições

O MON é considerado uma instituição de referência em artes visuais no Brasil e no mundo. Tornou-se rota das grandes exposições nacionais e internacionais, recebendo mostras importantes, como as serigrafias do húngaro Victor Vasarely; pinturas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Alfredo Andersen e Amedeo Modigliani; esculturas de Degas e do brasileiro Sergio Camargo; gravuras de Francisco Goya, Picasso e Escher; fotografias de Haruo Ohara, Sebastião Salgado, Roger Ballen, Brassaï e Frida Kahlo; obras de contemporâneos como Os Gêmeos, Beatriz Milhazes, Nuno Ramos e Leda Catunda; além de produções de artistas paranaenses, como Poty Lazzarotto, Paulo Leminski e João Turin, entre muitos outros. Obras de Regina Silveira e Luiz Sacilotto, pinturas do cubano surrealista Wifredo Lam, o centenário do arquiteto Vilanova Artigas, Gonçalo Ivo, Irmãos Campana, Masao Yamamoto, Juliana Stein, a Bienal Internacional de Curitiba, entre outras, somam-se ao calendário prestigiado das exposições no MON.

Educativo

O Setor Educativo do MON atua como mediador entre as exposições e os visitantes do Museu. Desenvolve atividades para famílias, crianças, jovens, adultos e grupos com necessidades especiais; edita materiais pedagógicos; organiza visitas mediadas; realiza oficinas artístico-pedagógicas, cursos, seminários e capacitações dirigidas a estudantes e professores das redes pública e particular de ensino.

O MON realiza todo ano a Colônia de Férias (janeiro e julho), Arte para Maiores, MON para Educadores, Uma Noite no MON (para crianças), o MON para Todos e oficinas no primeiro domingo do mês com artistas convidados – “Artistas do nosso Acervo”.

Iniciado em 2014, o projeto Arte para Maiores é dedicado a pessoas acima de 60 anos e recebeu o Prêmio de Modernização de Museus do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Em 2017, foi desenvolvido o programa MON Para Todos com o objetivo de ampliar o acesso das pessoas com cegueira ou baixa visão às esculturas do acervo do Museu. A partir das indicações do piso podotátil e das descrições do audioguia, o visitante é convidado a descobrir a arquitetura do MON e a conhecer de forma detalhada 13 obras expostas no Pátio das Esculturas.

Em 2018, o projeto foi ampliado para pessoas com surdez. Um intérprete de libras traduz as oficinas realizadas ao público, no primeiro domingo do mês, com artistas convidados pelo Museu.

Projeto Patronos

Pioneiros no apoio a um movimento pela valorização da cultura e da arte no Paraná, o Grupo Sou Patrono do MON foi formado no ano de 2015 com a instituição do Programa Patronos pelo Museu.

A contribuição dessas pessoas comprometidas com a arte é feita com o objetivo exclusivo de ampliar o acervo do Museu com a compra de obras.

Os participantes recebem uma série de benefícios do Museu, além de participar de um programa de sensibilização e valorização das coleções museológicas.

Centro de Documentação e Referência

O Centro de Documentação e Referência do MON possui um acervo com mais de 9 mil publicações e periódicos para pesquisa. Entre os títulos encontram-se livros sobre história da arte, revistas especializadas, catálogos de exposições, vídeos com depoimentos de artistas e curadores e um arquivo fotográfico constituído por registros de obras e de artistas paranaenses, que estão sempre disponíveis para livre consulta dos visitantes. O acesso à biblioteca é gratuito e os usuários recebem acompanhamento especializado.

Espaços para eventos

Além da estrutura museológica, o MON possui espaços que podem ser locados para eventos, como o Auditório Poty Lazzarotto, com capacidade para 345 pessoas; o Salão de Eventos, para 500 pessoas; o Miniauditório, que possui 60 lugares; o Hall do Pátio das Esculturas, destinado a 150 pessoas, e a Sala de Reuniões.

MON Loja

A MON Loja possui em seu espaço uma seleção de livros sobre arte, publicações para crianças e os catálogos das exposições realizadas pelo Museu, além de objetos de design, peças artísticas e produtos especiais com a marca MON.

Prêmios

Em 2012, o espaço foi eleito um dos 20 museus mais bonitos do mundo pelo guia norte-americano Flavorwire e foi escolhido pelo público do TripAdvisor como um dos principais pontos turísticos de Curitiba. Em 2014, foi eleito como um dos 20 lugares mais bonitos do Brasil pela rede norte-americana de notícias CNN.

Em 2015, o MON foi escolhido como um dos dez museus do Brasil para colocar na lista de viagem pelo site de turismo Pure Viagem, junto com o Museu Imperial, no Rio de Janeiro, o Instituto Inhotim, em Minas Gerais, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Instituto Ricardo Brennand, em Recife, entre outros.

Entre 2012 e 2016 saiu no ranking mundial das exposições mais visitadas, organizado anualmente pela revista inglesa The Art Newspaper. Neste último ano, 11 exposições do MON foram escolhidas entre cerca de 450 mostras do mundo todo.

Teve destaque na edição da Vogue norte-americana entre os lugares mais interessantes para visitar fora do eixo Rio-São Paulo. O jornalista Nick Remsen cita a arquitetura de Oscar Niemeyer e, como curiosidade, o anexo em forma de “olho”. Entre as atrações listadas estão o Inhotim, em Belo Horizonte; o CCBB, em Brasília; e a Oficina de Cerâmica de Francisco Brennand, em Pernambuco.

O MON foi citado na reportagem da BBC Culture com o título de “Dez espetaculares museus do mundo”, que se diferenciam pela arquitetura. Único brasileiro na lista, o MON está ao lado de museus como o British Museum (Inglaterra), o Guggenheim (Espanha) e o Vatican Museum (Itália).

Em 2018, os visitantes do TripAdvisor classificaram o MON entre os 25 melhores museus da América do Sul e os 10 melhores do Brasil, ficando, respectivamente, em oitavo e quinto lugar no ranking.

ABCA

Em 2005, a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) concedeu ao MON o prêmio de melhor exposição pela mostra “Sonhando de Olhos Abertos – Dadaísmo e o Surrealismo”. No ano de 2011, recebeu dois troféus: o Prêmio Rodrigo de Mello Franco de Andrade, pela melhor programação, e o Prêmio Maria Eugenia Franco, a Maria José Justino e Arthur Freitas, pela curadoria da mostra “O Estado da Arte – 40 Anos de Arte Contemporânea no Paraná – 1970-2010”, realizada em 2010. Em 2013, o curador Olívio Tavares de Araújo venceu como curador na exposição “Di Cavalcanti: Brasil e Modernismo”. No ano de 2015, a exposição “João Turin – Vida, Obra, Arte” levou o prêmio Paulo Mendes de Almeida, como a melhor exposição de 2014.

Pesquisa

Em 2012, o Instituto Paraná Pesquisas realizou um levantamento em que 94% dos entrevistados qualificaram o MON como ótimo ou bom, e 98% pretendem voltar ao Museu para uma nova visita.

Em 2015, de acordo com pesquisa encomendada pelo Jornal Gazeta do Povo, o público elegeu o MON como a “construção mais bonita da cidade”, ficando em primeiro lugar, com 35%.

Em julho de 2018, segundo dados divulgados pela JLeiva Cultura & Esporte, em parceria com a Datafolha, na pesquisa “Cultura nas Capitais”, foi constatado que Curitiba e Belo Horizonte são as capitais brasileiras que mais vão a museus.

Na capital paranaense, o MON é o grande responsável por essa liderança – 60% das pessoas afirmaram ter visitado o espaço pelo menos uma vez e 96% sabem da existência do local.

Ingresso online

O Ingresso Rápido é uma ação que foi adotada pelo MON em agosto de 2018, na qual o público pode comprar seu ingresso online direto na plataforma, para visitar as exposições do Museu.

Com essa iniciativa, o Museu promove acessibilidade e democratiza nacional e internacionalmente o acesso das pessoas à instituição, garantindo o direito à arte e à cultura. O visitante pode adquirir seu ingresso no site https://site.ingressorapido.com.br/mon.

Histórico

A história do museu teve início em 1967 quando o arquiteto Oscar Niemeyer projetou o que é hoje o prédio principal, inaugurado somente em 1978 e então chamado de Edifício Presidente Humberto Castelo Branco. Em 2001, 23 anos depois de sua inauguração, as autoridades do Estado decidiram transformar a generosa área em museu e, em 22 de novembro de 2002, o edifício deixou de ser sede de secretarias de Estado para se transformar no, inicialmente batizado, Novo Museu.

O prédio passou por adaptações e ganhou um anexo, popularmente chamado de Olho, ambos de autoria do reconhecido arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.

Estrutura do complexo do MON

O prédio principal, distribuído em três pisos – subsolo, térreo e primeiro pavimento –, tem estilo moderno e é totalmente estruturado a partir de linhas retas. A estrutura do prédio é de concreto protendido, que permite vencer os grandes vãos da edificação com um enorme arrojo estrutural. A Torre, também conhecida popularmente como “Olho”, totaliza o complexo com seus quatro andares de espaço para exposições.

Além das salas expositivas, a estrutura também dispõe de um auditório, com capacidade para 345 pessoas sentadas; um ambiente exclusivo para realização de eventos externos para 500 pessoas; o MON Loja, com produtos personalizados com a marca do Museu e o MON Café, um ambiente aconchegante para alimentação, encontro e lazer.

O Museu conta ainda com 316 vagas nos dois estacionamentos térreos, um frontal – acessado pela Rua Marechal Hermes – e outro localizado na parte de trás – com acesso pela Rua Manoel Eufrásio.

Térreo

Na extremidade Norte, está a bilheteria, o MON Café e a MON Loja. Na parte Sul, localiza-se a entrada do Museu e o espaço para o Salão de Eventos.

Primeiro Piso

Com nove salas expositivas, o primeiro piso abriga a maioria das exposições. O ambiente pode ser acessado por meio de escadas, rampas e elevador, facilitando o trânsito de portadores de deficiências.

Subsolo

Neste nível se encontra a exposição permanente de projetos, fotos e maquetes de obras do arquiteto, batizado de Espaço Niemeyer, o Pequeno Auditório, além da sala expositiva Galeria Niemeyer, as salas administrativas, o Espaço da Ação Educativa, onde são realizados cursos e oficinas, o Pátio das Esculturas, que abriga a exposição permanente de algumas obras que pertencem ao acervo do Museu , o Centro de Documentação e Referência, o Laboratório de Conservação e Restauro e a Reserva Técnica. Este último setor é equipado com móveis especiais para a adequada acomodação da coleção do acervo como trainéis, mapotecas e armários deslizantes.

Anexo

Instalado à frente do edifício principal e internamente ligado a ele por um túnel, o anexo reconhecido pela denominação de Olho, tem 30 metros de altura e é composto por quatro pavimentos. O salão principal possui cerca de 1,5 mil metros quadrados para exposições e ainda completam a estrutura o Espaço Araucária e o miniauditório.