13.12.2011

 

 

Projeto de jornalismo será exibido nas paredes do MON

 

A Série Entrevistas, publicada no segundo semestre deste ano, ganha novo suporte e leva o pensamento de paranaenses e os seus retratos para a Torre de Fotografia do Museu Oscar Niemeyer

 

A Série Entrevistas, projeto editorial desenvolvido no jornal Gazeta do Povo de julho a novembro de 2011, será exibida em novo suporte. A partir das 11 horas do próximo sábado, 17 de dezembro, fotos de 23 personalidades ligadas ao Paraná estarão expostas nos quatro pisos da Torre de Fotografia do Museu Oscar Niemeyer, acompanhadas de textos de José Carlos Fernandes, repórter e editorialista da Gazeta do Povo, que divide a curadoria da mostra com Alexandre Mazzo, editor de fotografia do veículo.

O público que já leu as entrevistas, divulgadas nas edições de domingo, terá agora a oportunidade de revisitar o conteúdo nas paredes do museu, com fotos ampliadas. A museografia inclui iluminação e o efeito da arquitetura do prédio. O conteúdo jornalístico, portanto, ganha novo recorte. Quem ainda não conhece a proposta terá a oportunidade de se deparar com essa matéria de memória, legado para o futuro, no tempo presente.

As entrevistas foram realizadas no território de cada entrevistado, em geral, em suas casas. “Sempre com mais de um jornalista, de modo a aumentar a voltagem das perguntas. E explorando a intimidade, o ofício e a vida pública dos convidados. Nenhuma sessão demorou menos do que duas horas. Ao todo, 30 profissionais de imprensa participaram do projeto”, diz Fernandes.

Ao final de cada rodada de conversa, Alexandre Mazzo produziu um ensaio fotográfico – no gênero portrait – com cada um dos participantes. “Em todas as sessões, manteve um elemento comum: uma velha lona de caminhão, usada como fundo para neutralizar o ambiente, mas sem impedir que alguns elementos fossem sugeridos pelas beiras. De cadeiras amontoadas no prédio histórico da UFPR, no ensaio com Pedro Bodê, a uma cerejeira no quintal de Jamil Zugueib, nos fundos da Pedreira Paulo Leminski”, explica Fernandes.

Sublimação sucesso de público – O projeto jornalístico se tornou sucesso de crítica e público por jogar luzes e dar voz a personalidades que agiram, refletiram e fazem a diferença. Do intelectual libertário Wilson Rio Apa à médica militante da saúde pública Rita Esmanhoto. Da educadora e cientista social Zélia Passos ao empresário, homem público e amante dos livros Marcelo Almeida, entre tantos.

A diretora do Museu Oscar Niemeyer, Estela Sandrini, afirma que a trajetória dos entrevistados se soma à atuação dos jornalistas, incluindo texto e fotografia, e resulta nessa sublimação que é pensamento, ideia, palavra, imagem, história da inteligência. “O jornalismo e as artes visuais têm muitos pontos de contato. Ao elaborar uma reportagem, o jornalista se depara com espaço, movimento e tempo – elementos com os quais o artista trabalha. Agora, acontece esse encontro de um projeto jornalístico com uma instituição do mundo das visuais, o que vai oferecer ao público uma oportunidade única para a reflexão”, diz Estela. 

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O intelectual libertário Wilson Rio Apa foi, de acordo com José Carlos Fernandes, um misto de anarquista, beatnik e doidinho da rua XV. (Foto: Alexandre Mazzo)

 

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O padre Jorge Morkis tem as armas de Jorge: é o exorcista dos pinheirais. (Foto: Alexandre Mazzo)

 

 

 

 

 

 

 

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