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Entre
os mais destacados mestres da pintura no Paraná,
Estanislau Traple (1898– 1958) teve seu nome consagrado
pela profunda dedicação ao desenho e à
pintura. O artista também empregou grande parte
de seu talento no ensino artístico. E foi como
mestre que Traple transmitiu o seu domínio técnico
na representação de figuras, como retratos
e nus, seus gêneros prediletos.
Outra característica marcante de sua produção
foi a intensa exploração dos símbolos
da paisagem paranaense e catarinense, onde viveu parte
de sua vida. Com curadoria de Domicio Pedroso e Suely
Deschermayer, a mostra individual de Estanislau
Traple apresenta 210 obras do artista.
De acordo com os curadores, a mostra faz uma retrospectiva
da produção do artista, desde o período
em que era aluno de Alfredo Andersen. É consenso
entre os que estudaram sua obra, que entre os discípulos
e seguidores de Alfredo Andersen, Traple foi o que mais
se moldou ao estilo do mestre. Andersen é considerado
o “pai’ da arte paranaense.
A exposição apresenta com ênfase
os retratos e os nus, que eram seus gêneros prediletos,
além de paisagens, naturezas-mortas e desenhos,
nas mais variadas técnicas que utilizou como
pintura a óleo e pastel. As obras foram selecionadas
entre o acervo particular da família, de colecionadores
e do Museu.
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| A
Trajetória |
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Nascido
em Curitiba, em 22 de julho de 1898, Traple iniciou
seu aprendizado como litógrafo. A litografia
é a arte ou o processo de produzir um desenho
ou caracteres em placas de zinco, alumínio e
outros materiais, para depois reproduzí-los em
papel. De família modesta, o artista procurou
ainda muito jovem um trabalho compatível com
seu talento para o desenho.
Pelas hábeis mãos do litógrafo
Alemão Pohl, da Impressora Paranaense, Traple
aprendeu os primeiros passos da técnica artística.
Ele passou a exercer profissionalmente a técnica
litográfica, na mesma empresa e depois na filial
de Joinville (SC).
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Atraído
pelo prestígio de Alfredo Andersen ele retornou
para Curitiba, já aos 18 anos. Traple começou
a frequentar a escola de Andersen em 1916 e a partir
daí se engajou ativamente aos movimentos culturais
paranaenses e nacionais. Com uma ativa participação
em salões de arte conquistou dezenas de premiações.
Em 1948, ajudou a fundar a Escola de Música e
Belas Artes do Paraná e foi convidado para dar
aulas de pintura e desenho do gesso e do natural, duas
das mais importantes disciplinas. Atividade que exerceu
até o final da vida. Ele faleceu em Curitiba,
em 11/11/1958. |
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