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Cafundó – Sorocaba – São Paulo
Marcos Norberto de Almeida
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Os descendentes de negros africanos que ainda hoje vivem em comunidades quilombolas, espalhadas por vários Estados brasileiros, resistem ao tempo e preservam a memória de seus antepassados. No Brasil, há cerca de três mil comunidades quilombolas. Nesses pequenos redutos de persistência, perpetuam tradições ancestrais, na culinária, no vestuário, nas danças, nas crenças e na agricultura. O fotógrafo documentarista André Cypriano revela esse universo através de suas imagens em preto e branco. A exposição tem o patrocínio da ITAIPU BINACIONAL e o apoio do Ministério da Cultura, da CAIXA, do Governo do Paraná e do Governo Federal.
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Curiaú – Macapá – Amapá
Isidia Ramos da Costa
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Oriximiná – Jauari/Pancada – Pará
Maria Judite de Oliveira Pereira
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As imagens integram um documentário realizado em 11 comunidades negras remanescentes dos quilombos. Cafundó (SP), Itamatatiua (MA), Oriximiná (PA), Kalunga (GO), Mocambo (SE), Rio de Contas – Barra do Brumado (BA), Conceição dos Caetanos (CE), Tapuio (PI), Curiaú (AP), Mumbuca (TO) e Campinho da Independência (RJ) estão entre os lugares pesquisados e que deram origem ao livro Quilombolas – Tradições e Cultura da Resistência e às mostras. A exibição é complementada pela apresentação de dois mapas, produzidos por Piero Pucci Falgetano e Diego Pascoal Carneiro Beneditos. A pesquisadora e curadora Denise Carvalho também integra o trabalho. |
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Itamatatiua – Alcântara – Maranhão
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Segundo ela, esse trabalho apresenta um tema "ainda desconhecido para a maioria da população brasileira" e ressalta a importância de discutir a questão dos quilombos no Brasil, "como um espaço de preservação das matrizes africanas ancestrais formadoras da identidade nacional", conforme declarou ao Fotosite. Denise afirmou ainda que as fotografias "não revelam todos os desafios que envolveram o projeto". "Não contam as conversas emocionantes que tive com os quilombolas durante a produção da viagem. O André Cypriano, desde que o vi pela primeira vez, mostrando um portfólio na (extinta revista) Irisfoto, dez anos atrás, se mostrou um fotógrafo como poucos. Ele sabe que o que está em jogo em um trabalho como esse é o relacionamento humano. Essas fotografias falam de um enorme respeito pelo outro, pela cultura brasileira, pelas memórias ancestrais." |
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