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Restauro
Para restaurar o quadro, a equipe do Museu Nacional
de Belas Artes contou com o apoio do Laboratório
de Instrumentação Nuclear da COPPE/ UFRJ,
que identificou a paleta usada pelo pintor através
da fluorescência de raios X e registrou a alteração
das dimensões da obra e os danos de suporte através
da radiografia digital. O trabalho de restauração
teve início no ano passado e foi concluído
há cerca de um mês.
Além dos exames, e antes de qualquer intervenção,
A Primeira Missa foi dividida em 108 quadrantes para
facilitar a localização dos dados. As
fotos foram feitas com luz natural, tangencial, ultravioleta
e infravermelho.
A
pesquisa documental indicou também que a tela
deve ter sido molhada no porão do navio que a
trouxe de volta ao Brasil após a exposição
na Filadélfia. O relatório da chegada,
assinado pelo restaurador Vasco Mariz e pelo próprio
Victor Meirelles, diz que um terço do quadro
estava danificado: havia um furo no centro, a pintura
estava mofada e a tela enfraquecida.
Segundo ele, é um bom exemplo de como na restauração,
a história, a química e a física
se complementam para guiar a intervenção
na obra. E foi somente após o registro e entendimento
desses dados é que se começou a intervenção.
Em
1921, uma comissão avaliou o estado da obra que
seria o destaque da Exposição Universal,
comemorativa do centenário da Independência,
no Rio de Janeiro. A equipe se decidiu por uma completa
e perfeita reentelação, devido às
péssimas condições em que estava.
Quarenta anos depois, em 1969, o professor Edson Motta
fez um novo restauro. Em 2000, a obra foi retirada do
circuito de exposição do MNBA (Museu Nacional
de Belas Artes) devido ao seu estado precário.
No ano passado, com o patrocínio do BNDES, A
Primeira Missa No Brasil começou a ser restaurada
e, finalmente, é devolvida ao público.
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