A partir de 47 fotografias ampliadas (40x60), a exposição Paraná de Madeira resgata e recupera parte da tradição das construções de madeira erguidas por imigrantes europeus entre os séculos 19 e 20, no Estado. Assinadas pelo fotógrafo Nego Miranda, as fotos retratam em sua maior parte as históricas residências dos imigrantes, mas apresenta também a beleza construtiva de igrejas e até de moinhos, olarias e paióis de madeira.

A mostra será aberta para jornalistas e convidados no próximo dia 10, às 19h, no Museu Oscar Niemeyer. As imagens serão exibidas na Torre da Fotografia, localizada no Olho, cujo espaço é reservado exclusivamente à exposição de fotografias.

O trabalho, condensado em um livro, durou cerca de quatro anos para ser executado. Miranda diz que as duas coisas que mais lhe marcaram foi a integração dessa tradição construtiva com as Araucárias e por ser essa uma arquitetura única do Sul do Paraná.

“Ao fotografar observei que em 80% dos lugares havia pelo menos um pinheiro compondo a paisagem. Essas construções estão de tal forma integradas que constituem uma arquitetura única, exclusivamente nossa. Não é mais européia. Os imigrantes trouxeram os conhecimentos que tinham e adaptaram ao meio e aos recursos disponíveis no Paraná.”

Na busca das construções que ainda restam, preservadas ou em estado de abandono, o fotógrafo percorreu alguns municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), como Campo Largo e Araucária, e outros do interior do Estado, como Palmeiras, Irati e Prudentópolis. Essa arquitetura de madeira, apresentada em detalhes, mostra algumas das características arquitetônicas das culturas polonesa –em sua maior parte–, ucraniana, italiana, inglesa e alemã, marcando a presença desse imigrantes no Paraná.

   


Lançamento Livro

A exposição é o resultado da edição do livro de mesmo nome –Paraná de Madeira- que será lançado na ocasião da abertura da mostra. O livro de 207 páginas apresenta 240 imagens realizadas pelo fotógrafo. Miranda optou pela realização das fotos em preto e branco, mas ao final de cada capítulo –para dar uma pincelada de cor e mostrar detalhes arquitetônicos- é apresentado um mosaico de fotos coloridas.

As fotos são acompanhadas de textos, assinados pela arquiteta Maria Cristina Wolff de Carvalho, que relatam a integração dessa tradição arquitetônica à trajetória desses imigrantes. Maria Cristina é formada em Arquitetura pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e é professora de História da Arquitetura da Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap), de São Paulo.

O livro foi lançado, primeiramente, durante a última Feira Literária Internacional de Parati (Flip). Os autores pretendem fazer o lançamento também em cidades do interior do Estado, onde parte das fotos foram realizadas. O livro será vendido na Loja do Museu.








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