Na publicação, em sua segunda edição, da qual deriva esta mostra, as obras são apresentadas em folhas soltas, não encadernadas, para que possam ser utilizadas pelo apreciador como lhe convier. O idealizador alemão Wilhelm Finger, diretor de arte e curador, tem como objetivo permitir que cada um “monte a própria exposição, em casa, no escritório”. O projeto é desenvolvido em parceria com a curadora grega Melita Skamanaki. “Katalogue tem compromisso com a cultura de arte e o design em materiais impressos e novas mídias. O design aparece em tudo que vemos, as tendências são globais”, afirma Finger.
Entre os participantes, o curador também destaca as imagens de Alexander Egger, que procura estabelecer uma relação não racional entre o artista e o espectador. “A oscilação associativa das obras entre impressões figurativas e abstratas, próximas e distantes, evidentes e obscuras alimenta uma descrição da mente do artista, a ser recriada pelo olhar e a percepção do espectador.” Enquanto as fotografias do americano Niels Alpert imprimem uma atmosfera “misteriosa sobre melancólicas” paisagens industriais de Los Angeles.
Geradas em computador, as imagens de Linn Olofsdotter “combinam elementos desenhos à mão com ricos esquemas de cor e textura intrincadas”. Já as gravuras e os desenhos narrativos, de cunho social, de Ryan McClelland criam “monumentos à vulgaridade da sociedade consumista ocidental”. “São os restos das nossas experiências urbanas. Suas obras, inundadas de comportamento transgressivo, revelam os excessos contemporâneos.” Somados aos demais artistas que compõem a mostra, os curadores Finger e Skamnaki referem-se aos autores como “estrelas de amanhã ”. |