|
| |
|
| |
 |
|
|
O ex-voto é caracterizado como arte popular, razão pela qual a maioria das peças é de autoria desconhecida. Popularmente conhecido como arte votiva, o ex-voto quer dizer o voto de uma promessa ou de milagre recebido. Aqueles que crêem buscam enfatizar, com o máximo de realismo, o poder da fé através dos ex-votos. Pinturas, desenhos, fotografias, tecidos, madeira, gesso, cera e os mais diversos materiais servem de suporte à expressão do devoto.
Com produção executiva de Ronaldo Brito, a exposição apresenta cerca de 300 peças provenientes da coleção particular da mineira Márcia de Moura Castro e do Museu de Arte de Pernambuco, que é apontado como o detentor de um acervo raro e único em sua importância histórica. A exposição tem o patrocínio da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), com o apoio do Ministério da Cultura, do Governo do Paraná e da Caixa Econômica Federal. O público poderá visitar a mostra entre 26 de março e 08 de junho.
A estudiosa Helen Pessoa diz que em um momento os ex-votos tinham pouca importância para muitos. Hoje, em seu conjunto, “forma um retrato do que era a vida no Brasil, e especialmente em Minas Gerais, nos séculos 18 e 19”. “O ex-votos têm um lugar especial nesta coleção por vários motivos: são o único retrato da vida cotidiana daquele período, estão repletos de significado e, além disso, são raros, pois a Igreja queimava-os de tempos em tempos, deitando depois as cinzas em solo consagrado.” |
 |
|
As Peças
Ex-votos de origem portuguesa, italiana e alemã, além de brasileiros, estão incluídos nas peças oriundas da coleção particular. Entre eles há cerca de 30 pinturas e desenhos, de tamanhos menores. A mais antiga, têmpera sobre madeira, data de 1701 e refere-se a um milagre atribuído a Sant’Ana Mestra. O Senhor Bom Jesus, a Santíssima Trindade, Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora das Mercês, Santa Efigênia, São Francisco de Paula, aparecem reverenciados em outras pinturas. Nesta seleção, destaca-se o conjunto de ex-votos italianos e indo-portugueses de marfim. |
 |
|
|
Em exibição há peças que recorrem ao uso de pinturas em representações sobre madeira, papel e metal, desenhos e conjuntos de objetos tridimensionais de partes do corpo humano e de animais. O grande destaque desta seleção são os ex-votos cênicos do museu pernambucano: três grandes pinturas sobre madeira que narram a Batalha do Monte das Tabocas (1645) e as duas Batalhas de Guararapes (1648 e 1649), ocorridas em Pernambuco, entre holandeses e luso-brasileiros em luta pela reconquista do território para a colônia portuguesa. Belíssimas, as pinturas exibem a Virgem dos Prazeres envolta em nuvens, como representação ao auxílio da Santa na conquista da vitória pelos luso-brasileiros, menos preparados que os holandeses e em número bastante inferior. Algumas pinturas e desenhos do acervo do Museu de Pernambuco, em devoção aos mais diversos santos, datam de 1745 e 1836. |
|
|

|
| voltar
página principal |
|
|
|
|
|