Obra

Tupi or not Tupi

curador: Consuelo Cornelsen
local: Sala 4, 5 e vão-livre

Em 1928, Oswald de Andrade apresentou seu Manifesto Antropofágico, no qual exaltava a identidade e a criatividade brasileiras por meio das suas manifestações culturais. O documento se tornou um marco do Modernismo no Brasil e “Tupi, or not tupi that is the question” é uma das muitas metáforas que compõem o manifesto.

Ser ou não ser brasileiro? A provocação do Manifesto Antropofágico é o ponto de partida para a exposição promovida pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), que exalta a identidade brasileira por meio das suas manifestações culturais nas Belas Artes.

A mostra ocupa duas salas expositivas e diferentes espaços de circulação na área interna e externa do museu. Dividida em 10 núcleos, apresenta uma leitura cronológica da produção artística em diferentes momentos da história do Brasil - Modernismo, Estado Novo, Anos Dourados, Anos de Chumbo e na contemporaneidade - destacando obras-chave na construção da cultura brasileira nesses diferentes períodos nos campos das Artes Plásticas, Artes Gráficas, Dança, Teatro, Música, Documentário, Fotografia, Performance, Design, Arquitetura, Cinema, Televisão e Literatura. A produção cultural do Paraná também é destacada em “Tupi or not Tupi”, deixando visível a inserção criativa dos artistas locais no contexto nacional e o seu diálogo com as tendências ao redor do mundo.

Com uma museografia de grande impacto estético e simbólico – os núcleos expositivos serão organizados sob duas grandes estruturas em forma de libélula, representando a liberdade da criação artística - a apresentação dos conteúdos se dará por meio de obras originais, vídeos, fotografias, documentários, filmes, maquetes e objetos. Uma inovação importante desta mostra será a apresentação de holografias de atores no núcleo dedicado ao teatro, além de outros recursos de realidade aumentada que permitem a interação dos visitantes com as obras. Cada núcleo apresentará uma linha do tempo com a contextualização do panorama artístico existente no Brasil e no mundo nos períodos abordados na exposição.

Pinturas, esculturas e instalações de referência na produção visual brasileira do século 20, dispostas em 16 módulos, apresentam, em diálogo, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, Portinari, Lasar Segall, Guignard, Cícero Dias, Flavio de Carvalho, Pancetti, Victor Brecheret, Djanira, Iberê Camargo, Di Cavalcanti, Lygia Clark, Helio Oiticica, Cildo Meireles, Tunga, entre outros. A produção paranaense está representada por artistas como Guido Viaro, Theodoro de Bona, José Antônio de Lima, Alfredo Andersen, Domicio Pedroso, Helena Wong e Miguel Bakun.

Fotos, vídeos e maquetes mostram um panorama da arquitetura brasileira realizada nas principais capitais do País. No vão-livre do museu serão colocadas estruturas verticais móveis que se modificam conforme o deslocamento dos visitantes. A obra procura questionar a relação de espaço, tempo e movimento na arquitetura contemporânea, e também a relação humana com o espaço.

A exposição traz ainda diversas surpresas, além das holografias, como performances, leituras dramáticas, exibição de vídeos, instalações e arte interativa. Reproduções das capas da revista de arte moderna Klaxon, por exemplo, formarão um grande tapete na rampa do museu e o visitante poderá acessar - via smartphone e tablets - o conteúdo digitalizado de cada número da publicação.

A curadoria geral da mostra é de Consuelo Cornelsen e cada núcleo conta com uma curadoria adjunta. Sem dúvida é uma grande oportunidade para conhecer a versatilidade e a importância da produção artística brasileira.

Arquitetura
Curador adjunto: Salvador Gnoato

Este núcleo apresenta, em fotos, vídeos e maquetes, um panorama da arquitetura brasileira realizada no século XX nas principais capitais do País. Nove cubos de grandes dimensões estão distribuídos pelo vão-livre do museu, cada um dedicado a um dos temas abordados: Vanguardas Internacionais, Vanguarda Moderna Brasileira, Estado Novo, Centenário do Paraná, Casas Modernistas, Urbanismo, Brutalistas, Projetos Premiados e Paulo Mendes da Rocha.

Artes Visuais
Curadores adjuntos: Sandra Fogagnoli e Fernando Bini

Pinturas e esculturas de referência na produção visual brasileira da século XX, dispostas em 16 módulos. Apresentam em diálogo obras de Eliseu Visconti, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Vicente do Rego Monteiro, Ismael Nery, Flávio de Carvalho, Iberê Camargo, Djanira, Antonio Arney, Ligia Pape, Helio Oiticica, Lygia Clark, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake, entre outros. A produção paranaense estará representada por autores como Alfredo Andersen, Domicio Pedroso, Miguel Bakun, Guido Viaro, Fernando Velloso, Helena Wong, Rones Dunke, Rogério Dias.

Cinema
Curadora adjunta: Denize Araujo

A seleção de filmes pressupõe um debate interessante sobre a identidade brasileira que eles mostram, que ora exaltam nossos hábitos, ora evocam nossa criatividade.

Dança
Curadores adjuntos: Gabriel Machado e Thales Quadros

O núcleo dedicado à dança questiona se podemos falar da construção de uma dança genuinamente brasileira, de um corpo brasileiro à margem da Europa, de um corpo que é um caldeirão cultural. A exposição apresenta vídeos realizados por diversos vídeomakers especialmente para esta mostra sobre obras icônicas da história da dança, a partir do surgimento da dança moderna no mundo e o percurso da brasilidade a partir da Semana de Arte Moderna, passando pelo Movimento Antropofágico, pela Revista Brasileira, pela Tropicália, até os anos 2000. Registros fotográficos de grandes nomes da dança nacional e mundial complementam a exposição.

Design
Curador adjunto: Ivens Fontora

O núcleo apresenta a produção brasileira e internacional nas áreas de design editorial (anúncios, cartazes, revistas) de embalagens, habitação (aparelhos de som, iluminação, móveis, banheiro, cozinha, serviço), identidade corporativa (marcas, sinalização, tipografia), mobiliário urbano (bancos, estações de ônibus, quiosques),moda (calçados, objetos de uso pessoal, vestimentas), veículos (automóveis, bicicletas, motos, ônibus), trabalho e lazer (equipamentos, instrumentos). Os objetos, maquetes e vídeos representando estas áreas temáticas serão instalados em nove cubos situados no vão-livre do museu.

Fotografia
Curadores adjuntos: Thiago Guimarães e Sandra Fogagnoli

Uma seleção com obras de 16 fotógrafos brasileiros e internacionais forma uma linha do tempo que conta o desenvolvimento da fotografia como expressão artística a partir do movimento modernista. German Lorca, Thomas Farkas, Miguel Rio Branco, Mário Cravo Neto e Gérard Rancinan são alguns dos fotógrafos homenageados na exposição.

Literatura
Curador adjunto: Ricardo Corona

A exposição faz um recorte na história da literatura nacional e internacional para mostrar a participação que um grupo de autores teve na criação de uma escrita inventiva e experimental, características da arte moderna. Serão apresentados trechos de obras como Eureka, de Edgar Allan Poe; Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, Macunaíma, de Mário de Andrade;Finnegans Wake, de James Joyce, Serafim Ponte Grande, de Oawald de Andrade, Malone Morre, de Samuel Beckett, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa; O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar, entre outros. Os autores paranaenses são representados pelas obras: O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan, Catatau, de Paulo Leminski; O Mez da Grippe, de Valêncio Xavier, e Mar Paraguayo, de Wilson Bueno.

Musica
Curadores adjuntos: Laís Pires, Diana Moro e Henrique Cazes

Ao lançar um olhar panorâmico sobre mais de 200 anos de Música Brasileira, salta aos olhos o fato do processo, em suas mais diferentes formas e épocas, estar plenamente identificado com a definição de Antropofagia cunhada por Oswald de Andrade.
 

Performance
Curadora adjunta: Eliana Borges

A performance surge como uma maneira de dar vida a ideias formais e conceituais da criação artística, indo na contramão da arte convencional estabelecida até então, e desafiando qualquer definição.

Teatro
Curador adjunto: Beto Lanza

Três textos-chave na história da dramaturgia moderna e contemporânea são interpretados por três atores de referência do teatro brasileiro: "Manifesto Antropofágico", de Oswald de Andrade, apresentado por Ari Fontoura; "A Vida como Ela É", de Nelson Rodrigues, por Luís Melo e "Nunca mais eu tinha usado saia", de Luiz Felipe Leprevost, por Simone Spoladore. As apresentações ocorrem por meio de holografias/imagens 2D dos atores, projetadas em pequenos palcos criados no espaço da exposição.

Revista Klaxon

Reproduções das capas da revista moderna Klaxon, editadas em São Paulo na década de 20 com a colaboração de nomes como Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Tarsila do Amaral, entre outros, formam um grande tapete que está na rampa de acesso às salas expositivas. Com o uso de smartphones o tablets direcionados às imagens, os visitantes terão acesso aos conteúdos digitados de cada número da revista.

Serviço
Período expositivo: 31 de maio a 21 de setembro de 2014
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$6 e R$3 (meia-entrada para professores e estudantes com identificação).
Domingo + Arte: entrada gratuita no primeiro domingo de cada mês
Quinta + MON: horário de funcionamento estendido, das 10h às 20 horas, com entrada gratuita a partir das 18h