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A instalação do artista cearense Eduardo Frota é formada por núcleos de grandes carretéis. Os 18 objetos são apresentados “desarrumados aleatoriamente”, alguns no chão e outros dependurados. Ao imprimir esse caráter lúdico, o artista pretende estabelecer um “diálogo permanente” entre a obra e o espectador, a fim de “provocar o fato artístico de forma múltipla’. A exibição é produzida em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e tem o apoio do Ministério da Cultura, do Governo do Paraná, da Caixa Econômica Federal, da Copel e Sanepar. O público poderá visitar a mostra entre 26 de março e 08 de junho.
Na exposição, Frota busca a interação entre “o público e a obra” e propõe que os trabalhos sejam percebidos “através do corpo”. Com esta concepção de montagem, sob curadoria de Agnaldo Farias, a instalação faz com que o visitante transite por entre os espaços dos carretéis. “Diferenciados em suas medidas, dobras, furos, cortes e ecos”. Essa reunião de objetos, “aparentemente aleatória”, cria uma poética que se reconstrói a cada espaço expositivo. |
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A opção por formas geométricas – cilindros, cones, círculos, anéis, carretéis – tem sido a tônica da obra de Eduardo Frota, apontado como autor de uma obra única na produção contemporânea brasileira. Sistematicamente realizadas em grossas placas de compensado cortadas por serras elétricas, a falta deliberada de acabamento das esculturas garante-lhes uma superfície rude, uma “explicitação da densidade e aspereza da matéria, que servem para desvendar o raciocínio e o processo de produção”.
Ao intervir na funcionalidade e transitoriedade dos objetos, os “não-carretéis” de Frota remetem à “Teoria do não-objeto”, de Ferreira Gullar. “Não é um antiobjeto, mas um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais.” Para o artista, “o deslocamento físico e simbólico da obra como intervenção no espaço do Museu Oscar Niemeyer, se adensa com toda a complexidade no mundo reativo da contemporaneidade, e o que tudo isso implica: fluxos de tempos, espaços contidos, ampliados e sentidos contaminados.” |
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