Pablo Picasso, Andy Warhol, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, Lasar Segall, Pancetti, Candido Portinari, Manabu Mabe, Aldemir Martins, Alberto da Veiga Guignard, Poty Lazzarotto, Guido Viaro e Theodoro De Bona são alguns dos artistas integrantes desta mostra do acervo público municipal. A seleção é composta por 90 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias e imagens, que contemplam as diversas formas de expressão em diferentes períodos da história da arte.

A exposição abrange o período que tem início no século 19, quando Jean-Baptiste Debret, artista da Missão Francesa no Brasil, passou pelo Paraná, até o ano 2000, com as aquisições recentes. O trabalho de pesquisa e seleção foi realizado pelos críticos de arte Fernando Bini e Rosemeire Odahara em um universo de aproximadamente 5 mil obras, que integram o acervo municipal.

As obras são agrupadas por sete temas nucleares: Abstração, Espaço, Mitos, Objetos, Corpo, Ritos e Natureza. “Mesmo que este conjunto possa revelar um caminho na história da arte, esta não foi a intenção inicial. Para enfatizar a unidade do conjunto, partimos da análise do desenvolvimento do nosso imaginário, na tentativa de restituir as transformações sofridas nos valores simbólicos destas imagens”, explica Fernando Bini.

A exibição é resultado da parceria entre a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e o Museu. “É um acervo representativo que traz em sua concepção outro objetivo muito importante: o de Ação Educativa. Um trabalho que desenvolvemos, desde a criação do Museu Oscar Niemeyer, com as exposições que exibimos”, enfatiza a presidente do Museu, Maristela Quarenghi de Mello e Silva.

Museu na Escola

As obras foram selecionadas com o objetivo de servir ao projeto Museu na Escola, lançado no ano passado pela Fundação Cultural. A partir de material didático de qualidade, com reproduções das obras que compõem a mostra, o projeto pretende despertar nas crianças o olhar sensível e reflexivo sobre a arte.  

O material é composto por um caderno de estudos para o professor, dois encartes –um mapa e uma linha do tempo –, pranchas com as reproduções das obras e um suporte expositor, para ser utilizado em salas de aula. O mesmo kit, utilizado no ano passado pelo projeto, é a base das oficinas programadas pela Ação Educativa no Museu para esta mostra. O ensino é completado pela apreciação das obras originais na exposição do acervo municipal.

Para o presidente da FCC, Paulino Viapiana, a parceria com o Museu Oscar Niemeyer contribui para a continuidade do projeto e reforça sua atitude de parceiro dos educadores. “Ao abrir as suas portas para pequenos iniciantes no caminho da descoberta e apreciação do espaço museológico, o Museu oferece também ao seu grande e fiel público a oportunidade de conhecer ou rever este importante patrimônio da cidade de Curitiba”, afirma Viapiana.      



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