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Os artistas plásticos Francisco Faria, José Antonio de Lima e Mazé Mendes levam suas obras para o outro lado do planeta para mostrar, no Japão, a arte com raízes paranaenses. A exposição coletiva, exibida no Museu de Arte da Província de Hyogo, reúne 70 obras e foi organizada pela equipe técnica do Museu Oscar Niemeyer, como contrapartida da parceria de cooperação cultural existente entre os dois museus.

O intercâmbio entre os Governos do Estado do Paraná e da Província de Hyogo foi firmado em 1970. Em comemoração aos 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, o Museu curitibano apresentou, de 23 de junho a 05 de outubro, obras procedentes do acervo do museu japonês. Os trabalhos apresentados no Japão foram selecionados pelo curador Koichi Kawasaki, na ocasião em que esteve em Curitiba para a montagem da mostra Arte do Japão – Do Moderno ao Contemporâneo.

“Esse intercâmbio internacional é parte da política cultural do Museu Oscar Niemeyer. Como contrapartida, trabalhamos pela difusão e valorização da arte paranaense no Brasil e em outros países. Com obras de nosso acervo e de coleções particulares do Paraná já produzimos exposições pelo interior do Estado, em Porto Alegre, na Inglaterra, Polônia, Alemanha e agora no Japão”, afirma a presidente do Museu Oscar Niemeyer.  

Obras

Com 17 obras, entre instalações e técnica mista sobre papel, José Antonio de Lima exibe suas formas oníricas que expressam formas primitivas do Brasil. A partir de uma produção de grande originalidade, o artista constrói sua poética com formas geométricas e tem a terra como elemento recorrente em suas pesquisas de materiais, de onde se origina sua paleta de tons ocres.

O preciso desenho à grafite, de sombras e luzes perfeitas, de Francisco Faria apresenta as paisagens brasileiras, especialmente o litoral paranaense. Ele participa da mostra coletiva com 34 desenhos sobre papel. Faria impressiona pelas sutis e detalhadas nuances que consegue alcançar com o grafite em seus trabalhos, nos quais o preto e o branco equilibram-se de tal forma que parecem fotografias.

É este o ponto de partida para as 19 fotografias digitais em óleo sobre tela de Mazé Mendes. Com obras que tem as cidades como tema, ela produz interferências gráficas com tinta nas imagens captadas. A técnica mista utilizada por Mazé faz parte de sua produção recente e traz como base a longa experiência como pintora.

 


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