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A
exposição “Arte Moderna em Contexto”,
com 73 obras da Coleção ABN AMRO Real, apresenta
pinturas, gravuras e esculturas de artistas consagrados como
Alfredo Volpi, Arcângelo Ianelli, Burle Max, Candido
Portinari, Di Cavalcanti, Manabu Mabe, Milton Dacosta, Tomie
Ohtake e outros. O público poderá fazer a visitação
entre 22 de novembro e 25 de fevereiro.
A mostra reúne também objetos
de uso cotidiano que evocam o universo criativo e comportamental
em que as obras foram produzidas. Com curadoria de Fernando
Cocchiarale, Franz Manata, Luiz Antônio Ewbank e coordenação
geral de Elly de Vries, curadora da coleção,
a exposição já foi apresentada no Rio
e em São Paulo.
“Arte Moderna em Contexto” é
um recorte curatorial da Coleção ABN AMRO
Real que, pela primeira vez, tem parte de seu acervo apresentado
ao público. “Por meio desta exposição
temos a grande satisfação de apresentar as
obras reunidas em nossa coleção”, afirma
o presidente do banco, Fabio Barbosa. “Ao abrir o
acervo, reafirmamos nosso genuíno desejo de equilibrar
o desempenho empresarial com o compromisso social.”
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Segundo
o curador Franz Manata, a exposição procura
mostrar a face modernista da coleção relacionada
com alguns objetos indiciais, correspondentes ao período
de meio século de arte moderna brasileira. A curadoria
privilegiou duas vertentes artísticas: o abstracionismo,
dividido em informal e geométrico, e o figurativismo,
cujas obras foram agrupadas em seis núcleos.
Os núcleos se dividem
em realismo social, paisagem rural, festas, naturezas-mortas,
marinhas e paisagens urbanas. “No figurativismo adotamos
um critério oposto ao utilizado no abstracionismo:
em lugar de relações formais, agrupamos as
obras em função dos gêneros temáticos
nos quais a pintura já era classificada antes do
surgimento da arte abstrata”, diz Manata.
A contextualização
das 73 obras se dá por meio da veiculação
de músicas e pela inserção, em cada
núcleo temático, de vitrines contendo publicações,
publicidade, objetos decorativos e utilitários, fotos
e etc, que evocam o ambiente histórico-social e o
contexto imaginário em que as obras foram criadas.
Assim, por exemplo, pinturas figurativas, pertencentes ao
realismo social, são contextualizadas por obras musicais
da época, broches de propaganda política apreendidos
pela Delegacia Especial de Segurança Política
e Social do Estado Novo e por objetos emblemáticos
da rotina dos trabalhadores brasileiros, como as tradicionais
marmitas.
As obras abstratas do núcleo
informal têm a sua contextualização
assegurada pelo mobiliário de Tenreiro que, de forma
provocativa e lúdica, busca abrir um novo caminho
de percepção para os artistas ali reunidos,
como Maria Bonomi, Iberê Camargo e Letycia Quadros.
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Palestra
Complementando a mostra, no dia 1º de fevereiro, às
19h, será realizada a palestra “Arte Moderna
em Contexto – Conversa com os Curadores”, com
a presença de Cocchiarale, Manata e Ewbank. O programa
educativo da exposição, por meio de uma série
de dinâmicas interativas e sempre a partir dos conhecimentos
que os alunos já possuem, vai relacionar as obras da
exposição com os grandes momentos da história
brasileira contemporânea, fazendo interligações
com a literatura, a matemática, a fotografia, o teatro,
a cultura popular e a política, entre outros assuntos.
Além disso, também foi desenvolvido um Programa
de Visitação Especial para Deficientes Visuais
que, de forma inédita, vai integrar as reproduções
e informações dirigidas aos portadores de deficiências
ao projeto arquitetônico da exposição,
ao lado das obras originais, em módulos especialmente
desenhados.
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| Programa
para Deficientes Visuais
Para o “Programa de Visitação para
Deficientes Visuais” foram selecionadas oito telas
e duas esculturas entre as 73 obras modernistas que
fazem parte da exposição: “Figura”,
de Milton da Costa; "Paisagem”, de Francisco
Rebolo; "Baile no Campo”, de Cícero
Dias; "Natureza-Morta”, de Aldo Bonadei;
"Barcos”, de Arcângelo Ianelli; "Telhado
de Ouro "Preto”, de Carlos Scliar; "Sem
Título”, de Tomie Ohtake; "Série
Amazônica”, de Ivan Serpa, além das
esculturas "Donzela”, de Sonia Elbling, e
"Megatério”, de Domenico Calabrone.
No
caso das telas, foram desenvolvidos oito totens, que
serão instalados em pontos estratégicos
da exposição. Os totens vão conter
relevos em resina das telas selecionadas, que poderão
ser manipulados pelos deficientes visuais; além
de jogos, réplicas dos elementos retratados nas
obras e textos em braille. Já as esculturas,
escolhidas para compor o programa, poderão ser
tocadas pelos deficientes com a utilização
de luvas especiais. |
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“Trata-se
de uma iniciativa inédita no Brasil”, diz
a arte-educadora Vera Barros, responsável pelo
desenvolvimento do programa e do Caderno Educativo da
mostra. “Nunca antes uma exposição
trouxe instalações dirigidas aos deficientes
visuais integradas ao seu projeto arquitetônico,
em módulos especialmente desenhados para essa
finalidade”, ressalta.
Ainda
segundo Vera Barros, o objetivo do “Programa
de Visitação para Deficientes Visuais”
é o de proporcionar uma visita adequada e cuidadosa,
com a orientação de educadores especializados.
“É uma iniciativa que possibilitará
não só a integração dos
deficientes visuais com o público em geral,
como também permitirá que eles explorem
autonomamente a exposição.”
Iniciativas
inovadoras fazem parte do posicionamento de negócios
do Banco Real. "Somos uma instituição
que respeita a diversidade entre as pessoas e estimula
a interação, uma forma pela qual acreditamos
contribuir com o enriquecimento de cada indivíduo”,
diz Fernando Martins, diretor de Estratégia
da Marca e Comunicação Corporativa .
“É uma maneira de entender melhor a sociedade
e de disseminarmos nossa postura totalmente relacionada
ao desenvolvimento sustentável."
As
instituições interessadas em participar
do “Programa de Visitação para
Deficientes Visuais” devem fazer o agendamento
prévio no setor de Ação Educativa
do Museu.
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