A mostra Fragmentos de Modernidade apresenta a primeira exposição, de parte do acervo do Museu Oscar Niemeyer, realizada sob a análise de estudiosos da arte no Paraná. A exposição exibe cerca de 100 obras, selecionadas por um conselho curatorial composto por Maria José Justino, Ennio Marques Ferreira, Fernando Bini, Fernando Velloso e Geraldo Leão.

Os curadores escolheram como enfoque o olhar modernista, dos anos 20 aos anos 60, de artistas que compõem o acervo, predominantemente aqueles que realizaram sua produção no Estado. “Pretendemos mostrar diferentes aspectos do modernismo brasileiro exemplificados no acervo do Museu”, afirma Geraldo Leão.

Na exposição estão desde as obras de Alfredo Andersen, como “um marco quase inicial” da arte modernista no Paraná, até o início da contemporaneidade, quando há uma presença marcante da abstração. “Em todas as épocas, os artistas procuraram avançar em busca de novas soluções plásticas, encontrando diferentes formas do que já era consagrado”, explicam Fernando Bini e Ennio Marques Ferreira.

Duas vertentes nortearam a organização da exposição: a que mostra a ruptura com a visão acadêmica –que ocorreu em diferentes períodos e através de inúmeros artistas– e a configuração do movimento moderno como uma ideologia comum. “O que é interessante perceber é como os artistas buscaram uma forma de expressão própria, fazendo com que cada um seguisse um caminho, dentro da mesma linguagem”, ressalta Velloso.
 




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